No médico eu fui, saber que diagnóstico em mim flui. Queria uma epilepsia com gosto de melancia, para em tudo que vêem a mim de forma não macia, ter uma justificativa numa doença de malícia, como as caras escondidas da cartomancia. É especial, ter uma anomalia espacial. É como se numa exclusão, ansiasse por um grito estridente pela inclusão, assim, nascesse à afirmação da identidade pela individualização. Como o verme que se desabrocha do seu casulo que estava pregado na rocha. E que por sua anatomia disforme, coloca sua deformidade num altar do conforme, e ora para que nunca seus efeitos colaterais venham em demora. Andar lentamente, rastejar vermiformemente, subir as escadarias apoiando-se sua carapaça em corrimãos oxidantes, ou em cajados cortantes. O masoquismo do apoio, e, com o passar do tempo, não sabemos quem esta sendo apoiado, se o verme que se apóia no cajado, ou o cajado se apóia no verme. E a cada passo, a cada subida em descompasso, segue um seu rangido ungido, é seu sinal de messias, que vem trazer a nova aliança, que nos alicia ao projeto da decomposição.Queria uma canção, um declaração, que mostra se uma mortificação, uma escuridão, para escapar de tudo que vem em vão, tudo que não cumpro nas horas que são. Mas, não veio nada, o corpo está vazio como uma lata. O que irei culpa? Não tenho doenças para colocar minha multa... Socorro! Vou ao mercado, comprar o primeiro pecado, o primeiro vício, que leve ao menos ao cio. Farei esse negócio, você pode me vender o ócio?






